27 de outubro de 2017

#Inspiração

Árvores nas cidades: medida de saúde pública

Imagina se as cidades conseguissem encontrar uma só medida para reduzir a obesidade e a depressão, aumentar a produtividade e o bem-estar e diminuir a incidência de asma e doenças cardíacas nos seus habitantes? As árvores urbanas oferecem todos estes benefícios! Além disso, filtram o ar, ajudando a remover as partículas finas emitidas pelos carros e fábricas, retêm a água da chuva e diminuem as despesas com o aquecimento.

Em um novo relatório, realizado pela organização The Nature Conservancy, os cientistas defendem que as árvores nas cidades são uma parte de uma estratégia indispensável para a melhoria da saúde pública.

A cada ano, a poluição atmosférica e seus impactos na saúde humana ameaçam a vida de 3 a 4 milhões de pessoas em todo o mundo. A poluição do ar aumenta o risco de doenças respiratórias crônicas e as ondas de calor nas zonas urbanas também fazem milhares de vítimas. Vários estudos tem mostrado que o plantio de árvores nas cidades pode reduzir todos esses problemas.

Apesar das indicações de todos os estudos a respeito dos benefícios dos espaços verdes, muitas cidades ainda não associaram a saúde dos moradores com a presença de árvores no ambiente urbano. Robert McDonald, cientista da The Nature Conservancy, defende a necessidade da cooperação entre diferentes departamentos e a inclusão da natureza nos debates sobre ordenamento urbano.

O relatório diz ainda que o investimento na plantação de novas árvores vem diminuindo. As cidades norte-americana tem gastado menos com o plantio de árvores do que nas décadas anteriores. Outros estudos também mostraram que as árvores urbanas tem um valor monetário significativo. Segundo um estudo do Serviço Florestal dos EUA, cada um dólar gasto na plantação de árvores tem um retorno de cerca de 5,82 dólares em benefícios públicos.

Para Robert McDonald, a chave é fazer a ligação entre as árvores urbanas e os efeitos positivos na saúde mental e física. “Um dos grandes objetivos deste relatório é fazer com que diversos serviços de saúde vejam que deviam estar a participar na discussão para tornar as cidades mais verdes”, declarou.

As árvores urbanas não podem ser consideradas um luxo, dado que constituem um elemento essencial para uma comunidade saudável e habitável e uma estratégia fundamental para a melhoria da saúde pública.

 

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